Problemas de pele

Psoríase

Doença inflamatória crónica autoimune da pele, com placas típicas e evolução por surtos. Beneficia de um plano de tratamento e acompanhamento continuado por um dermatologista.

O que é a psoríase

A psoríase é uma doença inflamatória crónica de base imunitária que afeta principalmente a pele. Caracteriza-se por placas eritémato-descamativas, bem delimitadas, muitas vezes com prurido. Evolui em surtos e alterna períodos de melhoria com períodos de agravamento.

Afeta cerca de 2-3% da população mundial. Pode surgir em qualquer idade, mas os picos de aparecimento estão entre os 15-25 anos e entre os 50-60 anos. Não é contagiosa e não é uma alergia — é uma disfunção do sistema imunitário que se manifesta na pele.

Sinais e sintomas

As manifestações variam com o tipo e a gravidade, mas os sinais mais reconhecíveis são:

  • Placas vermelhas bem delimitadas, cobertas por escamas branco-prateadas.
  • Localizações típicas — cotovelos, joelhos, couro cabeludo, região lombar.
  • Prurido — nem sempre presente, mas frequente.
  • Alterações das unhas — depressões puntiformes, espessamento, descolamento (onicólise).
  • Fissuras dolorosas em zonas de flexão ou em placas espessas.
  • Sensação de pele repuxada, especialmente nas zonas mais afetadas.
  • Sinal de Auspitz — pequenos pontos sangrantes ao remover as escamas (não deve ser feito de propósito).

Tipos de psoríase

A psoríase pode apresentar-se em vários padrões, com implicações distintas para o tratamento:

  • Psoríase em placas (vulgar) — o padrão mais comum, com placas bem delimitadas.
  • Psoríase gutata — pequenas lesões em forma de gota, frequentemente após uma infeção de garganta.
  • Psoríase inversa — em zonas de dobras (axilas, virilhas, sob a mama), sem escamas evidentes.
  • Psoríase pustulosa — lesões com pústulas estéreis (localizada ou generalizada).
  • Psoríase eritrodérmica — envolvimento de quase toda a superfície corporal (rara, requer avaliação urgente).
  • Psoríase ungueal — envolvimento predominante ou exclusivo das unhas.
  • Psoríase do couro cabeludo — muito comum, com placas cobertas de escamas espessas.

Causas

A psoríase é uma doença multifatorial em que fatores genéticos, imunitários e ambientais interagem:

  • Predisposição genética — vários genes associados; história familiar em cerca de 30-40% dos casos.
  • Disfunção imunitária — resposta inflamatória exagerada mediada por células T e citocinas específicas.
  • Turnover acelerado das células da pele — a renovação epidérmica que normalmente demora 28 dias faz-se em 3-5 dias.
  • Fatores ambientais que desencadeiam ou agravam surtos em quem tem predisposição.

Gatilhos frequentes

Nem todos os pacientes reconhecem gatilhos claros, mas alguns são bem estabelecidos:

  • Infeções — sobretudo faringites estreptocócicas (associadas à forma gutata).
  • Stress emocional intenso.
  • Certos medicamentos — a discutir com o médico antes de iniciar ou parar qualquer terapêutica.
  • Traumatismos na pele (fenómeno de Koebner — surgem lesões em zonas de ferida ou irritação).
  • Consumo de álcool e tabagismo.
  • Frio, ar seco e falta de exposição solar controlada.

Fale com um dermatologista sobre a sua psoríase

Sem esperar meses por uma consulta presencial. Cada caso chega ao dermatologista já preparado com fotografias, histórico e respostas ao questionário. Escolha receber o relatório em menos de 24h ou falar com o dermatologista através de marcação.

Diagnóstico

O diagnóstico é clínico, feito pela avaliação das lesões, distribuição típica e história familiar. Não são necessários exames de rotina.

Numa consulta online, o dermatologista analisa fotografias das zonas afetadas e um questionário sobre a evolução, tratamentos já experimentados e história familiar. Com esta informação classifica o tipo, avalia a extensão e define um plano personalizado.

Em situações duvidosas ou quando é preciso distinguir de outras dermatoses, pode ser recomendada uma biópsia cutânea — que exige avaliação presencial.

Opções de tratamento

A psoríase é crónica mas responde bem a tratamento. O objetivo é reduzir a extensão das lesões, aliviar sintomas e manter longos períodos de remissão. A estratégia depende da gravidade, das localizações afetadas e do impacto na vida do paciente.

Tratamento tópico

Aplicado diretamente nas lesões, é a base para as formas ligeiras a moderadas. A escolha, a rotação e os ajustes ao longo do tempo são feitos pelo dermatologista, com acompanhamento continuado.

Fototerapia

Uso terapêutico de exposição controlada a radiação ultravioleta em ambiente médico. Indicada em quadros moderados a extensos, é definida caso a caso.

Tratamento sistémico

Reservado para os quadros moderados a graves ou resistentes aos tratamentos anteriores. É definido pelo dermatologista com acompanhamento clínico e analítico regular.

Independentemente da estratégia, os cuidados de suporte — hidratação diária, gestão de gatilhos, controlo de comorbilidades — fazem parte do plano.

Para além da pele

A psoríase é uma doença sistémica, não apenas cutânea. Alguns pacientes desenvolvem outras manifestações que devem ser avaliadas e acompanhadas:

  • Artrite psoriática — dor, rigidez e inflamação articular; pode preceder ou acompanhar as lesões cutâneas.
  • Risco cardiovascular aumentado — a discutir com o médico de família.
  • Associação com síndrome metabólica, obesidade e resistência à insulina.
  • Impacto psicológico significativo — ansiedade e depressão são comuns e devem ser abordadas.

Perguntas frequentes

A psoríase tem cura?

Não tem cura definitiva. É uma doença crónica. Mas o tratamento adequado permite controlar as lesões e manter longos períodos de remissão. Muitos pacientes conseguem viver praticamente sem lesões visíveis com o plano certo.

É contagiosa?

Não. A psoríase não é uma infeção, não se transmite por contacto, partilha de objetos ou qualquer outra forma. É uma doença inflamatória crónica com base imunitária.

A alimentação influencia?

Uma dieta equilibrada, controlo do peso e limitação do álcool ajudam no controlo global. Não há uma "dieta anti-psoríase" com evidência forte, mas estilos de vida saudáveis reduzem gatilhos e melhoram a resposta ao tratamento.

A consulta de dermatologia online serve para psoríase?

Sim. A psoríase avalia-se bem por fotografias e questionário clínico. O dermatologista classifica o tipo, avalia a extensão e define um plano personalizado. É especialmente útil para acompanhamento continuado entre consultas presenciais, quando existem.

As lesões podem aparecer noutras zonas depois de tratadas?

Sim. A psoríase pode aparecer em novas localizações, sobretudo em zonas de trauma cutâneo (fenómeno de Koebner). Um plano continuado, e não apenas o tratamento pontual do surto, é o que oferece melhores resultados a longo prazo.

Controle a psoríase com acompanhamento continuado

Questionário clínico, fotografias e um dermatologista responde no prazo do plano escolhido. Ideal para revisão de plano ou acompanhamento entre surtos.

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